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Visão Feminina

Revista eletrónica especializada, sobre a mulher e a forma como ela vê o mundo.

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Dia dos heróis Nacionais. Mulheres falam de Amílcar Cabral

20.01.20

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Conheça Amílcar Cabarl na descrição feita por algumas mulheres que privaram com ele, que o admiram e inspiram nos ideais de Cabral. 

O Herói Nacional que nasceu na Guiné é filho de pais cabo-verdiano. Cresceu em Assomada, ilha de Santiago, Cabo Verde. Estudou o liceu em São Vicente, e licenciou-se agronomia em Portugal. 

Amílcar Cabral é o 'Pai' da Independência de Cabo Verde.

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Iva Cabral, historiadora, a filha primogénita de Amílcar Cabral.

“O meu pai sempre acreditou que a união faz a força.” 

"Há muita juventude que o conhece só como o rebelde. Queria que conhecessem o humano, a pessoa que ama e que diz ‘vamos estudar’, que ama os amigos, que tem objetivos na vida. Há muito jovem que é cabralista e tem que saber que ser cabralista não é só ser rebelde. Tem que haver ética, moral.”

 

Ana Maria de Sá Cabral, viúva de Amílcar Cabral e ex-combatente da Liberdade da Pátria.

"Ele considerava que a luta tinha de ser feita pelos dois sexos e tinha a noção que a mulher era discriminada." 

"Cabral era uma pessoa extremamente amiga e carinhosa com os filhos. Achava que tínhamos de nos sacrificar para dar o melhor aos filhos, para que todas as crianças tivessem um futuro melhor.”

"Cabral dizia que o povo não lutava por ideias, lutava para ter uma boa casa, boa saúde, poder criar os filhos. O nosso trabalho foi sobretudo esse.”

"Cabral queria a paz, por isso, antes da luta começar, escreveu várias cartas a Salazar e à ONU, às quais não obteve resposta, apenas tiros e bombardeamentos."

“Cabral foi obrigado a conviver com as armas. Quando morria alguém, ele ficava extremamente perturbado e perguntava-se quais seriam as consequências de todo aquele sangue, quando a luta acabasse". 

 

Maria Ilídia (Tutu) ex-combatente da Liberdade da Pátria.

"Cabral tinha outros planos, quis que fosse para a Alemanha receber formação para parteira. Para ele, evitar que as mulheres morressem durante o parto, era uma frente de guerra como outra qualquer." 

 

Josefina Chantre, ativista social e ex-combatente da Liberdade da Pátria.

"Ele tinha um carinho muito especial e um respeito pelas mulheres, ele entendia e defendia o que hoje chamamos de igualdade de género.” 

"Havia já nessa altura uma preocupação de Cabral com a mudança de mentalidade em relação à classe feminina.”

 

Carmem Pereira, foi ex-combatente da Liberdade da Pátria e política guineense

 "Cabral gostava muito das mulheres, e sobretudo daquelas que entendiam o que era a luta."

"Foi um grande líder, foi um homem honesto e capaz. Fez a luta com seriedade e capacidade e, por isso, o mataram. Ele castigava, mas sabia perdoar. Os perdoados foram os elementos que o mataram."

 

Maria da Luz Boal, ex-diretora da Escola-Piloto e ex-combatente da Liberdade da Pátria 

"Amílcar tinha essa preocupação do género. Dizia que a mulher tinha de lutar pela sua liberdade. Escolheu mulheres em todos os setores da luta: educação, saúde, informação, logística."

"Cabral visitava sempre que podia, quase diariamente, a escola-piloto para falar com os alunos com a preocupação de minimizar o sofrimento de alguns. "As crianças são a razão da nossa luta e as flores da nossa revolução", costumava dizer."

 

Teresa Ramos, guineense, e filha de ex-combatente da Liberdade da Pátria 

"Uma pessoa assim, na Guiné-Bissau só vai surgir daqui a cem anos!" Uma pessoa assim, como? "Com aquele carisma, aquela coragem de dizer o que outras pessoas tinham medo de dizer, aquela honestidade e força de lutar pelos ideais, aquele amor pelas crianças, e aquele espírito de sacrifício pela geração a seguir. Ele adorava as crianças!"

 

Fontes: Deutsche Welle, Publico, Noviactual, Sapo, Expresso das ilhas, Santiago Magazine, Nosgenti